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Abertura dos Festejos Juninos

No dia 27 de abril de 2014 aconteceu em frente a Associação Nação Iracema a aberturas dos festejos juninos da associação com apresentação da Banda Guerreiros do Nordeste. Leia Mais.

25 dias de Fifa Fan Fest de Fortaleza trazem forró, axé, samba e sertanejo

Confira a lista de shows que ocorrem entre 12 de junho e 13 de julho.Evento será uma segunda arena para ver os jogos. Leia Mais.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Lei reduz contrapartida


“A bilateralidade nunca existiu e a isenção fiscal sobrepôs-se à iniciativa artística” 
Na semana passada uma notícia trouxe novos paradigmas para a cena da cultura mineira: caiu por terra a contrapartida obrigatória na Lei Estadual de Incentivo à Cultura, grande entrave para a maior parte dos gestores culturais em Minas. Isso pode significar evolução a partir do ano que vem.
Explicando: projetos aprovados na concorrida lei de fomento do estado, em muitas ocasiões, deixavam de ter o incentivo captado pelo simples fato de o patrocinador ser obrigado a colocar a mão no bolso. Ou seja, na versão atual da Lei, a empresa incentivadora tem direito a deduzir 80% no ICMS devido ao Estado, devendo os 20% restantes ser repassados ao projeto, sem direito a abatimento. Na quarta, a Secretaria Estadual de Cultura propôs a redução para 1%, 3% ou 5%, dependendo do porte da empresa incentivadora. A medida, que vigora por 10 anos, provavelmente favorecerá investimentos culturais no interior e deve trazer para a cena cultural também empresas de médio e pequeno porte, o que já é um avanço.
É irônico comemorar isso e atestar que a cultura só possa ser incentivada se o patrocinador não investir nenhum centavo ou poucos centavos. Mas é essa a principal e quase única ferramenta dos artistas que querem se manter no mercado. São raros os que trabalham com outros mecanismos. Como já dito em colunas anteriores, a velha figura do mecenas, que patrocinava o artista por acreditar em sua arte, é coisa do século passado e não vai ressuscitar jamais. E não há consolo que justifique o fato de o mecenato sair da esfera da espontaneidade e comprometimento e se consolidar exclusivamente na renúncia fiscal do governo.
A comemoração vem mais pelo fato de essa medida do governo mineiro ser uma conquista do setor cultural em Minas. Há anos alguns gestores pleiteiam isso e há meses está circulando na internet uma petição pública propondo o fim da obrigatoriedade. Isso demonstra que quando os artistas se unem as conquistas acontecem. Deveriam se unir, por exemplo, para acabar com o incentivo e transformar tudo em fundo, municipal, estadual e federal. Para os governos tanto faz. Para os artistas faz toda a diferença.
É engraçado lembrar que a lei estadual surgiu para impregnar a prática do patrocínio em Minas. A expectativa, quase utópica, era que tal hábito se engendrasse em uma perspectiva tão bilateral que, após alguns anos, ninguém mais ligasse para isenção dos impostos. Doce ilusão. A bilateralidade nunca existiu e a isenção fiscal sobrepôs-se à iniciativa artística.
É essa a tradução da contemporaneidade. O mundo fica mais pragmático e as subjetividades da arte cedem aos devaneios do mercado. Empresários ditam não somente as regras, mas também a política cultural de alguns municípios. Seguindo as suas próprias conveniências, é claro.

MAIS CULTURA CHAMA SELECIONADOS - Maranhão


Por: José de Mário Moraes Ferreira
O projeto Edital Microprojetos Mais Cultura da Amazônia Legal, realizado em parceria com o Ministério da Cultura, Fundação Nacional de Artes e Secretaria de Estado da Cultura, contemplou 198 projetos no Maranhão, que em sua maioria já recebeu os recursos e iniciaram suas atividades de acordo com os planejamentos de trabalho.

Entretanto, por questões de dados incompletos alguns desses contemplados ainda não receberam os recursos depositados em contas. Para isso devem entrar em contato com José Maurício ou Fabíola, da Fundação Nacional de Artes, no Rio de Janeiro, através do telefone 21 2279-8029, para esclarecimentos necessários.

Da relação dos selecionados que devem procurar a Funarte estão:
Irakaju Ka’apor, Projeto Terra e Cultura é Vida Kaapor (Zé Doca); José Domingos Martins Rodrigues, Projeto Cultura dos Negros (Central do Maranhão); Lucinete Maria Ferreira Correia, Projeto Acessibilidade Cênica (Bacabal); Luís Ferreira, Projeto Mão no Couro (Morros); Luzenilda de Brito Alencar, Projeto Maculelê Dança da Vida (Bom Jardim); Maria do Socorro dos Santos Vieira, Projeto Filhos da Luta(Nina Rodrigues); ONG Grupo Identidade e o Projeto Jovens Artistas (São Luís); Ronyeli Ribeiro da Silva e o Projeto de Capoeira Escravos Brancos (Bom Lugar) e União dos Moradores do Povoado Pedreiras, Microprojeto Cultural do Bumba-meu-boi “Brilho da Baixada” (Cajapió).

Outras informações na Superintendência do programa Mais Cultura, na Secretaria de Estado da Cultura, Rua da Estrela (Galeria de Arte Nagy Lajos), na Praia Grande, no horário das 14h às 18h.


Texto: Mario Ferreira (Ascom.Secma)

Conservatório Pernambucano de Música abre vagas para novos alunos em 23 cursos


O Conservatório Pernambucano de Música abre inscrições de novos alunos para o 1º semestre de 2013. Serão disponibilizadas vagas para 23 cursos instrumentais e de canto, nos turnos da manhã, tarde e noite. As inscrições acontecem nos dias 10 e 11 de dezembro pelo site www1.educacao.pe.gov.br/cpminscricao.

Os cursos são destinados para alunos a partir de 7 anos de idade e serão duas as formas de ingresso, ou por sorteio ou por meio de testes. As crianças e adolescentes de 7 a 14 anos de idade que se candidatarem serão selecionados a partir de sorteio, sem a necessidade de realização de testes. O sorteio das turmas iniciantes acontecerá no dia 18 de dezembro e o resultado será divulgado no dia 28 de dezembro.

Já para os alunos de 15 a 20 anos que desejarem estudar instrumento no CPM o ingresso será por meio de teste de teoria/solfejo (prática de ler/cantar uma partitura acompanhando o tom), além de teste prático instrumental. Este método de seleção pressupõe que o candidato possui algum conhecimento musical prévio. Além disso, todos os testes de aptidão serão classificatórios e eliminatórios de acordo com o número de vagas para o curso.

Os jovens que se candidatarem às aulas de Canto devem estar na faixa etária de 17 a 25 anos e também serão submetidos a teste de teoria/solfejo e prática de canto. Já para os candidatos acima desta faixa etária (15 a 20 - instrumento ou 17 a 25 - canto), a seleção para o ingresso no CPM se dará pela inscrição no curso de Extensão, que, por sua vez, também constará como medida de classificação o teste de instrumento ou canto e entrevista. Para a realização dos testes práticos instrumentais o candidato deverá levar o seu próprio instrumento, segundo informações expressas no edital de inscrição disponível no site.

Os resultados dos testes serão divulgados apenas nos quadros de avisos do Conservatório, sem nenhuma informação disponibilizada por telefone ou outros meios de veiculação. Os novos alunos, aprovados nos testes, deverão efetuar a matrícula, impreterivelmente, no dia 05 de fevereiro e o início das aulas está marcado para o dia 18 de fevereiro.

As informações para a inscrição encontram-se no site do Conservatório www.conservatorio.pe.gov.br no item Dowloads/Informações gerais.

518 artistas da música baiana estão no Mapa Musical da Bahia


FUNCEB apresenta dados coletados através do cadastramento público do projeto, que prevê ações de difusão a serem serão iniciadas com o lançamento do Portal Musical da Bahia
Entre os últimos dias 10 de setembro e 23 de novembro, a Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), entidade vinculada à Secretaria de Cultura do Governo do Estado (SecultBA), convocou artistas atuantes na Bahia para se cadastrarem no Mapa Musical da Bahia. Através desta nova iniciativa, estruturada com o objetivo de mapear, reconhecer e difundir a diversidade da música produzida no estado, 518 pessoas de todos os 27 Territórios de Identidade baianos apresentaram seus trabalhos autorais, compondo um panorama de 995 obras listadas – um montante total de cinco gigabytes de música. Estes conteúdos, que incluem informações dos artistas, vão servir de base para o planejamento de programas que incentivem o desenvolvimento do setor, além de desdobramentos em ações de difusão para uma seleção dos trabalhos inscritos, a serem iniciadas com o lançamento do Portal Musical da Bahia, previsto para março de 2013.
Para tanto, uma comissão de especialistas vai selecionar aqueles que vão compor uma rádio online, produto principal do Portal Musical da Bahia. Isto possibilitará que internautas de todo o mundo tenham acesso às canções e a um panorama da música baiana contemporânea, podendo também conhecer informações sobre os artistas e dados resultantes do projeto. Para completar, textos críticos e reflexivos de autores convidados serão publicados na página, abrindo discussões sobre os cenários musicais identificados. Assim, além de ser um canal interativo com o público, o Portal poderá servir como fonte de informações para pesquisadores, críticos e jornalistas.
As obras selecionadas também vão estar em programas especiais a serem veiculados em rádios públicas e comunitárias, reforçando os intuitos de divulgação. Outras propostas estão ainda previstas, tais como coletâneas musicais, participação em festivais, projetos de circulação de shows e produção de conteúdos de divulgação.
Para participar do cadastro, os músicos e compositores apresentaram o seu trabalho através de até três registros de áudio, de composições autorais, interpretadas pelo próprio autor ou por outros músicos/cantores, e obras de domínio público com arranjo musical autoral. Para mobilizar a ampla adesão dos artistas, o Mapa Musical da Bahia, além da divulgação formal e do contato direto com a classe, promoveu reuniões em 14 cidades de diferentes Territórios de Identidade, numa parceria com a Superintendência de Desenvolvimento Territorial da Cultura (Sudecult/SecultBA) e seus representantes territoriais.
Mapa Musical da Bahia evidencia-se como uma ação prioritária dentro das políticas públicas de fomento à música no estado. Sua realização vem suprir uma lacuna de informações relacionadas ao setor, que se destaca como um rico celeiro de talentos que precisam ser identificados e estimulados. O projeto quer atuar diante deste fato,buscando dar mais visibilidade a artistas emergentes ou que não estão inseridos no contexto mercadológico da música. A partir do significativo resultado alcançado nesta edição de lançamento, o Mapa Musical será reaberto em 2013, com foco especialmente centrado nas regiões onde houve menos inscritos.

Política, música e futurologia - Entrevista com Gilberto Gil

O baiano fala de seu mais novo disco, do show que fará com Stevie Wonder e da polêmica em torno de José Dirceu e do Mensalão
Quando você e Stevie Wonder conversaram pela última vez?

A última vez que falei com ele ao telefone foi de Nova York, estava terminando minha excursão e liguei para ele. Vinha tentando falar há dias, ele estava muito envolvido na eleição de Obama. Dei sorte de pegar ele em casa. Ele atendeu e estava fazendo música, estava ao teclado tocando. Ficava tocando e falando. "Eu soube que escolheram um juiz negro para a Suprema Corte brasileira. É verdade?". Eu disse: "É, foi! O Joaquim!". Ele é muito antenado com essas coisas, não para, o tempo todo. Eu falei com ele num dia, dois dias depois vi na TV que ele tinha cancelado um show que faria para uma instituição ligada ao Exército de Israel. Foi exatamente naquele momento que começaram os primeiros bombardeios na Faixa de Gaza. Ele cancelou, se associando à causa palestina.
O cantor baiano Gilberto Gil: "Os meninos ficam: ah, porque o som analógico era melhor, mais potente, mais denso (...). Eu nunca estranhei nada "

Acha importante a eleição de Joaquim Barbosa para a presidência do Supremo?
Acho sim, claro. Uma das questões que vêm sendo discutidas no Brasil é a presença de negros em postos importantes do País. Quando eu fui para o ministério, um dos temas era esse também. Quando Pelé foi para o ministério. Juízes negros, professores negros, empresários negros. Terça-feira mesmo estive com Condoleezza (Rice), ela fez uma palestra aqui ontem. É interessantíssima, uma pessoa muito qualificada. Ela agora dá aulas de Relações Internacionais em Stanford, em Palo Alto, que é de onde veio. Quando ministra, era secretária de Estado e fez uma visita à Bahia. Levei-a à Igreja do Rosário dos Pretos, no Pelourinho, com um bando de artistas, Carlinhos Brown, Margareth Menezes. Ela adorou, ficamos amigos. Sempre que vou aos Estados Unidos nos falamos. Como estava aqui, ela pediu ao Nizan (Guanaes) que me convidasse para ir vê-la.

A reeleição de Obama tem o mesmo simbolismo da primeira eleição?
Agora é mais o pragmatismo político, é mais a gestão mesmo, o que ele pode conseguir em saúde, educação, as reformas. A reeleição dele foi resultado de uma astuciosa aliança científica, a partir de avaliações da sociedade. Foi a consolidação de uma nova aliança social, que vem dos setores progressistas dos meios de comunicação, dos meios acadêmicos, negros, hispanos e as mulheres. As mulheres americanas foram o fator novo, o voto feminino. Michelle Obama tem sido sempre fundamental, foi ela que trouxe Obama para esse contexto da militância, todo o processo de desenvolvimento da carreira dele, primeiro como senador e depois como postulante à Casa Branca foi resultado desse protagonismo dela em Chicago.

Você viu que foi aprovado o Vale Cultura na Câmara dos Deputados, um projeto que você iniciou quando era ministro da Cultura?

Vi. Fico satisfeito, porque são projetos que merecem ser retomados, tinham uma certa acolhida da sociedade. Nós tínhamos criado um diálogo interessante com uma bancada de apoio à cultura, cerca de 300 deputados e 30, 40 senadores envolvidos. Havia toda uma construção que Marta Suplicy está demonstrando interesse em retomar.

Um interlocutor do ministério no governo, naquele momento, era o José Dirceu. Como vê o caso dele?
O Dirceu foi um interlocutor importante. Acompanhou todo o processo. Mais recentemente, já no decorrer do julgamento do mensalão, ele esteve em minha casa na Bahia e também na minha casa no Rio. Tenho um apreço pelo José Dirceu, sinto muito tudo isso que aconteceu com ele. Mas, ao mesmo tempo, na medida em que essas questões passaram a ser apuradas, investigadas, etc., etc., acho muito natural que exista um tribunal que se disponha a julgar e a dar um epílogo a tudo. É o que está acontecendo.

Nunca pensou em escrever uma autobiografia?
Não. Primeiro, não tenho muito gosto por essa história de fazer uma investigação de minha própria vida. Também não tenho muito apreço pela valoração do significado de minha inserção na história da música, da cultura.

Não é excesso de modéstia?
Talvez seja. Mas é verdadeiro, não é falso, não. E fica um pouco também a coisa de que o meu negócio é cantar, é fazer música. Todo momento em que eu me dediquei a escrever foi por causa de uma demanda circunstancial. Pode ser até que eu venha a fazer mais tarde. Mas escrever para mim, quando penso na ideia de um livro, em uma escrita mais prolongada, penso sempre em ensaios, coisas filosóficas, sobre determinados temas.

Há um verso na sua canção "Máquina do Ritmo" que diz: "No futuro, você vai cantar o meu samba duro sem querer".

Falando para a máquina, né? Aquela canção é feita de múltiplos diálogos. Tem um diálogo com uma figura idealizada que, na minha concepção, é o João Gilberto. É um diálogo com a máquina e com o João Gilberto.

É uma tradição sua, o exame da arte confrontada com a nova condição eletrônica. Isso começou com "Cérebro Eletrônico"?
Foi Lunik a primeira. Depois tem o "Cérebro Eletrônico", depois tem Vitrines, que é dessa fase também. E "Futurível". Essas três últimas foram feitas na prisão. Daí vêm "Parabolicamará", "Banda Larga Cordel" e agora "Máquina de Ritmo". E que mostram uma evolução. No começo, eu ainda tinha uma visão distópica. "Poetas, seresteiros, namorados, correi/É chegada a hora de escrever e cantar/Talvez as derradeiras noites de luar". Uma visão ainda receosa. "Cérebro eletrônico comanda/Manda e desmanda/Mas ele não anda/Só eu posso pensar se Deus existe/Só eu posso chorar quando eu estou triste". E aí vai relaxando, porque os resultados vão ficando mais evidentes.

"Máquina do Ritmo" aborda a questão dos sons sintetizados, programados, tomando conta do fazer musical. Mas você não fala dessas coisas com um sentimento de obsolescência.
Pelo contrário. Os meninos ficam: ah, porque o som analógico era melhor, mais potente, mais denso. Os valvulados davam um som melhor. Tocar com os monitores de alto-falantes no palco. Eu nunca estranhei nada. A estreia do show "Qanta", no Palace, recebi naquele dia meu primeiro ear phone. Nunca tinha usado, não sabia o que era. Botei na estreia do show. De lá para cá, nunca mais usei monitores de alto-falantes. Eu gosto, não tenho rejeição. Ao contrário, assumo a posição de apologista, faço a propaganda. Acho que tudo isso resulta de um desejo humano muito profundo.

Qual é a aspiração?
Acho que, no fundo, é o Super-homem. Uma infiltração da consciência humana pelos processos maquínicos. As próteses, as interfaces, as cirurgias, os implantes: tudo isso. No plano físico e no plano mental, o desenvolvimento acelerado da neurociência, os drones, a nanotecnologia. Se não há um certo receio? É evidente que sim. Célula-tronco, há uma discussão profunda sobre os impactos éticos e morais disso. Os limites, aonde pode, aonde não pode ir.

Amigos, Gil e Wonder fazem show no Rio
"Gilberto Wonder" e "Stevie Gil" são duas faces de uma mesma moeda de ativismo soft, melódico, profundamente relacionado com o tipo de música que fazem: arredondada, dançável, harmônica. O primeiro atua com uma big band. O segundo vai à praia com sua banda estradeira. Revê-los em ação juntos é um privilégio que os brasileiros terão neste Natal. A ideia original de juntá-los foi da prefeitura do Rio de janeiro. "O prefeito Eduardo Paes consultou Flora (Gil, mulher do cantor). Perguntou se eu toparia, e se ela faria o meio de campo para chamar o Stevie. Ela se propôs, falou comigo. Eu disse: se é com Stevie, faço sempre", contou Gil.

O músico está em uma maratona: acaba de voltar de turnê de 45 dias, que o levou de Miami (EUA) a Quebec (Canadá), entre outubro e novembro. Em março, reinicia temporada do show "Concerto de Cordas e Máquina de Ritmo". Lança DVD novo pela Biscoito Fino. Amanhã, abre a exposição multimídia "Gil 70", no Itaú Cultural, no Rio. Na quinta-feira, ele já estará em Exu (PE), fazendo o show Fé na Festa, em homenagem a Gonzagão.

Gilberto Gil e Stevie Wonder tocam na Praia de Copacabana, no dia 25, às 20 h, para um público estimado em 1 milhão de pessoas. A história de uma bela afinidade musical construída a distância tem mais um capítulo à beira do mar (antes, dia 23, os dois fazem shows beneficentes).

Amizade
Gil conheceu Stevie nos anos 1980, quando fez "Só Chamei pra Dizer Que Te Amo", versão de "I Just Call to Say I Love You", do cantor e compositor americano. Ambos negros, ativistas, ambos operários do ritmo. Stevie, funk soul brother que está no Olimpo da black music, mudou a face da música moderna com canções como "Superstition" (1975), base de tudo para dançar que viria depois Gil foi o aríete do tropicalismo.

O encontro aconteceu em Washington. Gil estava em turnê e lembra como foi: "Estava ensaiando, passando o som de tarde, quando recebi um telefonema. ´Stevie Wonder está em Washington e quer falar com você´. ´Stevie Wonder? Aquele Stevie Wonder?´, perguntei. Tinha acabado de gravar a versão de ´I Just Call to Say I Love You´. Liguei e ele disse que queria ver o meu show. Falei ´claro´. E reservamos uns cinco lugares, ele veio com comitiva".

Stevie subiu ao palco e tocou gaita em "I Just Call". O americano estava em Washington para uma audiência no Congresso, no dia seguinte. Pleiteava o dia Martin Luther King. "Fomos jantar, depois fomos para o hotel dele. Estava hospedado no Watergate, aquele famoso do Nixon. E foi uma conversa longa, ficamos a noite toda, até as 7h30 da manhã. Ele falando sobre como estava receoso de represálias, sabia que eu tinha uma inserção política aqui no Brasil. E daí nasceu essa camaradagem. Quando ele veio fazer uma excursão no Brasil, pediu para que eu participasse", conta Gil.

Expectativa
Depois disso, Stevie voltou a convite do já ministro Gilberto Gil, em 2006, para um simpósio sobre negritude em Salvador. Quando houve o Rock in Rio, no ano passado, Stevie era um dos astros. "Eu estava em casa, 1 h da manhã, e ele me ligou lá do camarim. ´Gil, você não vem ao show?´. Eu não podia, tinha chegado de Salzburg, estava morto. Disse: amanhã vou lhe visitar no hotel. Fui, ficamos horas conversando". Erasmo Carlos, durante o mesmo Rock in Rio, indagado se gostaria de ver alguma banda em especial ali, respondeu: "Não. Já vi o Stevie Wonder, então já vi tudo!". Agora, um milhão poderá conferir se Erasmo tinha razão.

Jotabê MedeirosAgência O Estado

Penteados para Cabelos Afros e Curtos


Quem tem cabelos afros geralmente fica em dúvida na hora de decidir modelos de Penteados para Cabelos enrolados ou crespos, mas é possível encontrar inspiração em diversas fotos e vídeos na internet para montar um penteado super bonito.
Com alguns grampos, presilhas e pentes você já consegue criar estilos variados, podendo adaptar para eventos clássicos, básicos e despojados.
Engana-se quem acredita que não há muitos modelos de penteados para cabelos afros, que tem o cabelo curto pode brincar com diversos modelos, entre eles alguns que misturam tranças deixando parte do cabelo solto, outros com penteados mais elaborados e alguns modelos até mesmo de cabelos presos.
Claro que quando falamos de cabelos curtos incluimos desde cortes pra cima do ombro até os mais curtos que passam da altura da orelha. Seja qual for o estilo de seu cabelo é possível sim encotrar modelos diferentes de penteados.

Dicas para cabelos afros

Quem não usa produtos de alisamento ou relaxamento por preferir manter os cabelos enrolados tem que se atentar com a hidratação desses fios, pois como o cabelo cresce de forma enrolada a hidratação produzida pelo o organismo não consegue acompanhar essas voltas e acaba deixando o cabelo mais seco.
No mercado encontramos uma infinidade de produtos que auxiliam nesta hidratação deixando os caixos mais bonitos e ao mesmo tempo dando força aos fios.
Saber cuidar diariamente deste cabelo é tão importante quanto saber fazer um penteado diferente, já que este cabelo ficará mais forte evitando assim a quebra.
Com os cabelos com mais vida é possível brincar e fazer penteados diversos, podendo até mesmo escolher momentos em que a escova e a chapinha são interessantes, ou até mesmo assumindo o black power e mantendo penteados que valorizem o volume dos cabelos.

Fotos e Dicas

Com algumas dessas fotos você percebe como é fácil fazer penteados para cabelos afros e curtos. Entre os modelos mais pedidos está o que lembra o penteado usado pela Sheron Menezes, uma das atrizes negras que é referência em todo o Brasil.
Na verdade você vai encontrar muitas fotos com penteados interessantes que a atriz já usou destacando a beleza negra.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

O que os olhos sofram diante do computador


Se você passa muitas horas diante da tela de um computador, deve estar familiarizado com a sensação de cansaço, ardor e vermelhidão nos olhos depois de um longo dia. Essa condição, conhecida como Síndrome da Visão de Computador, chega a afetar de 60 a 90% das pessoas que trabalham com esses equipamentos, além de também causar outros problemas, como dores de cabeça, visão embaçada, dores musculares etc.
Entretanto, além do tempo passado diante do computador, existem outros fatores que podem piorar o quadro, como a má postura, incidência de luz direta sobre a tela, o ângulo no qual o monitor está posicionado e até mesmo o fato de “usarmos” os nossos óculos dentro da gaveta em vez de diante dos olhos.
De acordo com o pessoal do site Greatist, embora seja pouco provável que a síndrome cause danos permanentes aos olhos, existem algumas coisinhas que podemos fazer para aliviar um pouco os sintomas. Confira:

Posicione o monitor adequadamente

A tela deve ficar diante do seu rosto e a um braço de distância do seu nariz. Além disso, posicione o monitor de modo que ele fique reto — e nunca torto ou de lado — e que o meio da tela fique entre 10 e 20 centímetros abaixo da altura dos seus olhos. Isso fará com que o seu pescoço e ombros fiquem mais relaxados enquanto você estiver digitando.

Cuidado com os reflexos

Assegure-se de ter cortinas ou persianas que impeçam a incidência direta de luz sobre a tela ou sobre os seus olhos. Além disso, verifique se o contraste e o brilho estão ajustados corretamente e, se necessário, instale um filtro antirreflexos no seu monitor.

Confira a iluminação do ambiente

Para comprovar se a iluminação no local no qual você costuma utilizar o computador é adequada, posicione as mãos sobre os olhos como se fossem a aba de um boné. Se você senti-los mais confortáveis, então é provável que a iluminação precise ser ajustada. Assim, tente experimentar luzes mais e menos intensas e com ângulos diferentes, para ver se os seus olhos reclamam menos.
Não deixe que os seus olhos sofram diante do computador 
(Fonte da imagem: Thinkstock)

Não se esqueça de piscar

Abrir e fechar os olhos constantemente ajuda na sua lubrificação e, se isso não funcionar, consulte um especialista e peça para que ele receite a você um bom colírio. E, se você vive ou trabalha em ambientes muito secos, experimente usar um umidificador de ambientes.

Limpe o monitor com frequência

O excesso de poeira pode influenciar na nitidez da tela, fazendo com que tenhamos que forçar mais os nossos olhos para ler ou realizar tarefas diante do computador.

Faça pausas periódicas

Levante-se, alongue a musculatura ou simplesmente olhe para outra direção a cada 15 minutos, para dar um tempo para que os seus olhos possam relaxar um pouco.
Não deixe que os seus olhos sofram diante do computador 
(Fonte da imagem: Thinkstock)

Consulte um oftalmologista

O fato de você sentir dores de cabeça, os olhos irritados ou enxergar tudo embaralhado no fim do dia também pode ser um sinal de que você precisa de lentes corretivas — ou dar uma renovada nos óculos que você já usa. Portanto, consulte um especialista com frequência para que ele possa checar como anda a saúde dos seus olhos.
Fonte: Greatist